Pais denunciam Hospital Santa Júlia em Manaus após criança de 6 anos morrer e relatar: 'Meu coração está queimando'

A família de Benício Xavier de Freitas, uma criança de 6 anos que faleceu no Hospital Santa Júlia em Manaus, denunciou uma suposta falha médica. Eles alegam que uma dosagem incorreta de adrenalina intravenosa teria causado o agravamento fatal do quadro de saúde do menino, que inicialmente apresentava apenas tosse seca. O pai da vítima, professor da UEA, registrou um Boletim de Ocorrência e prometeu lutar por justiça.

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Pais denunciam Hospital Santa Júlia em Manaus após criança de 6 anos morrer e relatar: 'Meu coração está queimando'
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A morte prematura de Benício Xavier de Freitas, de apenas 6 anos, ocorrida na capital amazonense, gerou uma séria controvérsia envolvendo o Hospital Santa Júlia. De acordo com o relato dos pais, a criança foi internada com um quadro inicial leve, consistindo apenas em tosse seca, mas seu falecimento subsequente está sendo atribuído a uma suposta administração inadequada de medicamentos pela equipe médica. O pai, Bruno Mello de Freitas, professor de engenharia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), detalhou que a prescrição médica incluía lavagem nasal, soro, xarope e, crucialmente, três doses de adrenalina administradas por via intravenosa, com intervalos de 30 minutos entre elas. A família contesta veementemente a necessidade e a dosagem dessas aplicações, indicando que o protocolo médico adotado foi inadequado para o diagnóstico inicial apresentado pelo menino. O momento do suposto erro fatal teria ocorrido logo após a primeira aplicação da adrenalina, segundo a narrativa dos responsáveis. O pai informou que o menino teria expressado uma sensação de extremo mal-estar, proferindo a frase angustiante: "Mãe, meu coração está queimando". Após este relato chocante, o quadro clínico de Benício deteriorou-se rapidamente, culminando em sua intubação e, subsequentemente, em seis paradas cardíacas sucessivas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o que resultou no óbito da criança. A família sustenta a alegação de erro médico, argumentando que a dosagem administrada da substância era incompatível com a condição clínica da criança naquele momento específico, transformando um tratamento de rotina em um evento trágico e irreparável, conforme noticiado pelo Portal do Holanda. Em resposta às graves acusações que ganharam repercussão na cidade, o Hospital Santa Júlia emitiu uma nota oficial informando que a instituição acionou sua Comissão de Óbito para conduzir uma análise técnica minuciosa sobre todo o procedimento médico realizado com o paciente Benício Xavier de Freitas. Esta apuração interna visa esclarecer os fatos sob a perspectiva hospitalar. Paralelamente à investigação da unidade de saúde, a família da vítima buscou as vias legais para buscar reparação. O pai registrou um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil e prestou depoimento detalhado junto às autoridades no 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP) de Manaus, formalizando a denúncia contra o hospital. O professor Bruno Mello de Freitas também utilizou suas redes sociais para prestar uma homenagem emocionante ao filho, prometendo uma luta incansável por justiça para honrar a memória do menino, cujo sorriso cativante foi perdido tragicamente.

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