Avó do Amazonas viraliza ao ensinar método tradicional com azeite para tratar dor de garganta em neta
Um vídeo viral do Amazonas mostra uma idosa, conhecida como "avó raiz", demonstrando um método tradicional caseiro para tratar garganta inflamada em sua neta, utilizando azeite e algodão. O conteúdo celebra saberes populares, mas a repercussão gerou alertas de especialistas sobre os riscos da automedicação.
Tucupi

Destaque
Um conteúdo gerado no Amazonas tem ganhado destaque nas redes sociais, ilustrando a rica tapeçaria dos saberes populares transmitidos de geração em geração no estado. O vídeo em questão apresenta uma senhora, carinhosamente apelidada de "avó raiz", demonstrando uma técnica ancestral utilizada para amenizar os sintomas de garganta inflamada. As imagens, que ressoam com a cultura ribeirinha e o sotaque interiorano, mostram a idosa aplicando um remédio caseiro em sua neta, Aninha, que sofria de febre há quase cinco dias, conforme relatado no Portal do Holanda. Este tipo de registro não apenas entretém, mas também funciona como um documento vivo das práticas de cuidado que persistem em muitas comunidades amazônicas, servindo como a primeira linha de defesa contra males comuns antes do acesso a serviços de saúde formais, o que ressalta a importância cultural da prática.
O procedimento em si é notavelmente simples e dependente de itens domésticos, o que reforça seu caráter popular e acessível. A técnica ensinada envolve a preparação de um aplicador improvisado com algodão enrolado no dedo indicador, que é então umedecido com azeite antes de ser inserido manualmente na garganta da paciente. A avó, com um tom de voz carismático e bem-humorado, antecipa possíveis questionamentos ou críticas ao seu método, defendendo vigorosamente sua eficácia como um tratamento comprovado pela experiência familiar. O ápice do vídeo ocorre quando a criança demonstra alívio, expelindo secreções e, subsequentemente, declarando que sua garganta está completamente curada, validando, na visão da família, o sucesso da intervenção tradicional aplicada com afeto e convicção.
Contudo, a disseminação dessas práticas, mesmo carregadas de raízes culturais profundas, exige uma ponderação sob a ótica da saúde pública e da medicina contemporânea. Embora o vídeo celebre a cultura local, a ampla repercussão levou especialistas em saúde a emitirem um alerta importante sobre os perigos inerentes à automedicação e à realização de procedimentos invasivos sem supervisão profissional. A recomendação enfática recai sobre a necessidade de procurar unidades de saúde para um diagnóstico preciso e um tratamento adequado, especialmente quando os sintomas, como febre persistente, se manifestam em crianças. A coexistência harmoniosa entre o respeito ao conhecimento tradicional e a adesão às diretrizes médicas formais permanece um ponto crucial no debate sobre o bem-estar da população na região amazônica, conforme detalhado na matéria veiculada.
Comentários
Deixe seu comentário
Carregando comentários...
