Menino Benício Xavier completaria 7 anos nesta quinta-feira; caso segue sob investigação policial em Manaus
O caso do menino Benício Xavier, falecido após atendimento médico em um hospital particular de Manaus, volta ao foco à medida que ele completaria 7 anos. A Polícia Civil do Amazonas e o Cremam continuam investigando o ocorrido, que envolve a aplicação de adrenalina intravenosa por uma técnica de enfermagem, resultando no agravamento rápido do quadro da criança. A médica e a técnica permanecem investigadas por suspeita de homicídio, mas pedidos de prisão preventiva foram negados pela Justiça, que impôs medidas cautelares restritivas.
Tucupi

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Nesta quinta-feira, uma data que seria de celebração, marca o dia em que o pequeno Benício Xavier de Freitas completaria sete anos de idade, lamentavelmente falecido em decorrência de atendimento recebido em uma unidade hospitalar particular na capital amazonense, Manaus. A memória da criança e a busca por respostas sobre sua trágica morte ganham nova projeção enquanto as investigações conduzidas pela Polícia Civil do Amazonas, com a supervisão do Conselho Regional de Medicina do Amazonas (Cremam), seguem em curso. O incidente original ocorreu na madrugada de 24 de novembro, e a expectativa por um desfecho justo e transparente permanece alta entre a sociedade manauara e, especialmente, entre os familiares da vítima, que acompanham cada passo do inquérito policial detalhadamente, conforme noticiado.
O ponto central da apuração reside no atendimento inicial prestado a Benício, que buscou auxílio médico apresentando tosse seca e uma suspeita de quadro de laringite. Durante a intervenção, foi administrada adrenalina por via intravenosa, procedimento executado por uma técnica de enfermagem. Segundo os levantamentos policiais, logo após a aplicação da substância, o quadro clínico da criança teria se deteriorado abruptamente, exigindo sua transferência imediata para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), local onde, infelizmente, não resistiu e veio a óbito. Esta sequência de eventos levanta sérias questões sobre os protocolos de atendimento pediátrico e a supervisão médica durante procedimentos de emergência em ambientes privados na cidade, temas que frequentemente geram debate no cotidiano urbano da capital, exigindo rigor na apuração de responsabilidades.
As investigações apontam formalmente para a médica Juliana Brasil Santos e a técnica de enfermagem Raíza Bentes como as profissionais sob escrutínio. Embora a Polícia Civil tenha reunido indícios que sustentam a linha de investigação de homicídio culposo, a Justiça do Amazonas indeferiu, em duas ocasiões distintas, os pedidos de prisão preventiva formulados pelas autoridades policiais. A decisão mais recente, proferida pelo juiz plantonista Luiz Carlos Valois, na terça-feira (23), considerou que as medidas cautelares já impostas às investigadas são suficientes para garantir o andamento adequado do processo. Tais determinações incluem a suspensão do exercício profissional das envolvidas por um período de doze meses, a obrigatoriedade de comparecimento mensal em juízo, e restrições geográficas de deslocamento, além da proibição de contato com a família da vítima e testemunhas. Adicionalmente, foram apreendidos o celular da médica e documentos que incluem um carimbo indicando especialidade em pediatria, sem a devida chancela oficial, aprofundando o escopo da investigação sobre a conduta profissional das envolvidas, conforme detalhado em https://www.portaldoholanda.com.br/amazonas/benicio-xavier-completaria-7-anos-nesta-quinta-caso-segue-sob-investigacao.
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